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Os primeiros eremitas do
Monte Carmelo na Palestina
tiveram uma excelente experiência de
deserto e
silêncio, como procura incessante de DEUS. Esta vida solitária amadureceu
levando-os a pedir ao Patriarca de Jerusalém (Stº Alberto de Jerusalém) que lhes desse uma Regra
de vida, respeitando quanto possível a vida eremítica (de deserto) e a
oração contínua (desejo contínuo de Deus) que vinham experimentando havia anos.
Santa Teresa de Jesus
(Ávila) - nossa fundadora - deu-nos essa mesma Regra de vida,
recuperando para nós o silencio em todo o seu rigor primitivo assim
como a restauração integral do
deserto. O que interessa fomentar neste
ambiente é
o
silêncio
e o contínuo DESEJO de Deus, a que os Padres do deserto denominam
oração contínua, para pormos em movimento toda aquela doutrina de S. João da Cruz
de que o Carmelo está imbuído
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O DESERTO
CARMELITANO
-
Professado sob a
obediência
pois
a experiência anacorética pura foi mostrando quantos erros se pode
cometer quando o «eremita» não está "sujeito" à obediência.
A obediência - elemento introduzido na vida dos eremitas do Carmelo –
aponta para uma vida organizada em comum, querendo dizer que ela une
todos os eremitas, oferecendo-lhes um ideal comum e o emprego de meios
idênticos para atingirem o mesmo fim.
Aquela que penetra neste
«deserto» recebe a
aprendizagem gradual que a «obediência» lhe proporciona
para poder entrar na «solidão, no silêncio e no desejo contínuo de Deus»
O deserto vivido sob o amparo
da obediência impede o ser humano de extraviar-se pelo labirinto do
orgulho, da vaidade e dos caprichos da fantasia e sensibilidade. Só a
obediência lhe pode conferir a certeza moral de caminhar seguro, sob a
Vontade de Deus, a única que o purifica e o salva.
- E de inspiração individual anacorética
: O
trabalho é feito numa oficina
individual, na cela ou numa ermida, as celas individuais onde ninguém pode lá entrar (só a Madre),
o tempo de deserto de 10 dias, em que a irmã pode optar por ver a
Comunidade só quando participa na Eucaristia, os espaços das ermidas e ermos
que tem os dentro dos limites do nosso Mosteiro que é o deserto material.
- A
sua organização exterior é
cenobítica
e implica três elementos
de vida
cenobítica:
O ORATÓRIO COMUM:
Todos se
reúnem para a Eucaristia, CENTRO fundamental da vida dos eremitas e para
rezarem a Liturgia das Horas
REFEITÓRIO COMUM: É uma das
novidades introduzidas na Regra dada aos primeiros eremitas do Carmelo.
«Tudo é de todos, nada há
meu nem teu. Cada um come daquilo que é de todos e todos comem o que é
igualmente de cada um. Todos se alimentam reciprocamente, todos ficam
devedores e todos benfeitores» . A comida é o primeiro acto comum que
a Regra do Carmelo "canoniza" contrastando com a vida solitária que cada
um deve ter. Normalmente as refeições processam-se em silêncio,
escutando a Sagrada Escritura E O
RECREIO TERESIANO
O RECREIO TERESIANO
:
A vida predominantemente solitária do Carmelo, presta-se a guardar, com
relativa facilidade, o silencio inerente ao estilo de vida que temos, e
isso exige muito de nós. Todavia Santa Teresa de Jesus, nossa fundadora, a
quem chamamos com extrema afeição «a nossa Santa Madre», com a sua fina
psicologia e intuições geniais, introduziu um elemento novo neste deserto
restaurado por ela, e que julgou muito necessário: o Recreio Teresiano.
Este é um momento único no Carmelo, pois é o momento em que as irmãs se
encontram espontaneamente umas com as outras. |